terça-feira, 17 de setembro de 2013

Infelizmente, apenas 1,5% da área de Cerrado se encontram hoje protegida. É muito pouco, mesmo quando a comparamos com a média do território nacional, que é de 2,6% de área preservada, e, muito menos ainda, em comparação com a Amazônia, que tem 3,8% de sua área "teoricamente" preservada. Novos parques, aliados ao cumprimento do atual código florestal e à implementação do turismo ecológico consciente, com certeza ajudariam bastante na preservação da vida selvagem e do ecossistema do Cerrado. Por lei, os fazendeiros são obrigados a manter pelo menos 20% das propriedades como reserva e preservar a vegetação ao longo dos rios e cursos de água, além das encostas com mais de 45 graus de declividade.

11 de setembro: Dia do Cerrado


A seis dias atras,foi o Dia do Cerrado. E apesar das notícias não serem tão promissoras, é uma excelente oportunidade para renovar o ânimo e reforçar nossa luta pela defesa do bioma e dos povos e comunidades tradicionais
Desde 1992, a Rede Cerrado trabalha para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e também ao direito de quem vive no e do bioma. A intenção é defender um modelo de desenvolvimento sustentável, que protege e garante recursos naturais para as futuras gerações. 
Muito embora os governantes afirmem compromisso em manter um meio ambiente saudável, alguns colocam o Brasil na vanguarda do atraso ao permitir a conversão da vegetação nativa em áreas degradadas.
Atualmente, mais de 55% do Cerrado já foi descaracterizado, o que dá o título de ser um dos biomas mais ameaçados do planeta. 

Problemas do Cerrado #4 Pecuária extensiva de baixa tecnologia




A pecuária extensiva é uma das principais causas do desmatamento na região, quadro agravado pela baixa tecnologia empregada, causando baixíssima produtividade: em média, uma cabeça de gado por hectare. Diante da ausência de manejo das pastagens, o bioma tem hoje 4,2 milhões de hectares de pastagens degradadas, o que equivale a 10% da terra utilizada para pecuária no Cerrado. 

Problemas do Cerrado #3 Monocultura intensiva de grãos



A ocupação acelerada e desordenada do bioma Cerrado teve início com a construção de Brasília e a adoção de uma política de expansão agrícola baseada num modelo de exploração fundamentalmente extrativista e, por vezes, predatório. A intensa ocupação por populações e atividades, até então inexistentes, vem transformando as paisagens do bioma e os modos de vida das populações tradicionais, causando impactos ambientais e sociais imensuráveis.

Um exemplo dos impactos refere-se às populações tradicionais, os indígenas, quilombolas, geraizeiros, vazanteiros, sertanejos e ribeirinhos, forçados a migrações constantes e atualmente confinados às Terras Indígenas ou áreas marginais, adaptando seus modos de vida a disponibilidade de recursos e aos conflitos locais.

Problemas do Cerrado #2 Desmatamento: Comprometimento da Biodiversidade e das Águas


A retirada da vegetação do entorno do Parque Nacional das Emas, embora esteja além dos limites deste, compromete a vida e o equilíbrio ecossistêmico do mesmo, já que impede a formação dos corredores de biodiversidade. Dessa forma, o Parque se torna uma área descontínua e, por isso, não consegue cumprir seu objetivo de elemento preservador dos Cerrados.
Da área remanescente de Cerrado do Sudoeste de Goiás a maior parte já passou por alterações, o que significa que esta não é mais a ideal para a conservação da biodiversidade. Isso compromete a mais rica savana do planeta, caso prossiga a sua exploração para fins de monocultura na escala em que está se dando atualmente.
O fato de a vegetação do Cerrado não ser caracterizada por densas florestas tropicais, como as Floresta Amazônica e Mata Atlântica, faz com que, de forma ignorante, os empresários, os proprietários de terra, os produtores e o poder público defendam o desmatamento com o objetivo da instalação de lavouras monocultoras.
Além de graves prejuízos para a biodiversidade e sobrevivência de milhares de espécies, a destruição do Cerrado compromete as principais bacias hidrográficas da América do Sul, já que nele estão as nascentes de importantes bacias como a Platina, a do São Francisco e a Amazônica. A exploração indiscriminada desencadeia o assoreamento dos cursos d’água, provoca erosões e processos de contaminação no que é considerado o berço das águas.

Problemas do Cerrado #1 Fornos de carvoarias


Segundo relatório do Estudo Integrado de Bacias Hidrográficas do Sudoeste Goiano, o extrativismo vegetal é uma importante atividade comercial nos municípios da região. O Estudo Integrado foi realizado para as Bacias dos rios Aporé, Corrente, Verde, Alegre e Claro e contempla os municípios de Aparecida do Rio Doce, Aporé, Caiapônia, Chapadão do Céu, Jataí, Mineiros, Perolândia, Portelândia, Rio Verde e Serranópolis, na microrregião Sudoeste de Goiás, além de outros municípios vizinhos a estes, pertencentes à microrregião de Quirinópolis. Segundo tal relatório,
Em função da expansão das áreas de pastagens e agricultura é comum a presença de carvoarias por toda a região, conforme constatado em sobrevôo realizado nas Bacias em janeiro de 2005. O produto do desmatamento é comercializado na forma de madeira em tora, lenha e carvão vegetal.

Fauna

A fauna do cerrado, assim como a sua vegetação é muito diversificada, com espécies de répteis, mamíferos, aves e anfíbios. A diversidade de mamíferos é muito alta, 161 das 524 espécies existentes são encontradas lá. Algumas das famosas são o lobo guará, o tamanduá bandeira e a jaguatirica. Além disso, apresenta 837 espécies de aves, 150 de anfíbios, sendo 45 endêmicas, 120 de répteis, 40 endêmicas.